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Conjuntivite: conhecer e saber lidar

Nesta época do ano, com o aumento das infecções virais, observa-se uma elevação da ocorrência de conjuntivite, que é caracterizada por um ou mais dos seguintes sintomas: ardor e coceira nos olhos, conjuntiva avermelhada, com ou sem secreção abundante (esbranquiçada, amarela e esverdeada), lacrimejamento anormal, maior sensibilidade à luz e sensação de ter areia nos olhos. As causas das conjuntivites podem ser: virais, bacterianas, alérgicas e irritativas (comum a irritação com o cloro evaporado no ambiente de piscinas).

É interessante observar que a conjuntivite pode estar acontecendo mesmo quando não existe uma quantidade maior de secreção nos olhos. A presença de secreção abundante é mais relacionada com conjuntivites bacterianas. As conjuntivites virais e alérgicas não formam secreção na maior parte das vezes, e é essa a diferença mais evidente entre conjuntivites virais e bacterianas.

A maioria das conjuntivites são leves com resolução espontânea. As virais são altamente contagiosas, com uma propagação muito fácil de pessoa a pessoa. Exigem o isolamento do portador por uma semana. As mãos são as maiores transmissoras, diretamente ou tocando superfícies contaminadas pelo doente, elevando as mãos para os próprios olhos.

O tratamento é feito com compressas oculares frias (água gelada de geladeira) e colírio protetor a base de metilcelulose. Normalmente é o suficiente para uma melhora em poucos dias.

Quando na evolução acontecer o aparecimento de grande quantidade de secreção purulenta é que houve uma contaminação com bactéria e, então, deve-se acrescentar um colírio antibiótico. Sem melhora em aproximadamente três a cinco dias e/ou se houver o aparecimento de aspecto sanguinolento na conjuntiva (branco do olho), é preciso procurar imediatamente o médico, de preferência oftalmologista. As conjuntivites podem provocar uma complicação interna do olho (chamada uveite), que quando grave e não tratada rapidamente pode levar à perda parcial ou total da visão.

Fique atento aos sinais que indicam a necessidade de uma consulta especializada: dor no globo ocular, sensibilidade exagerada à luz, visão borrada e quadro que não melhora ou piora ao longo do tempo. Nessas circunstâncias sempre procure o oftalmologista.

Para evitar a propagação é fundamental manter isolamento por uma semana, lavar as mãos com frequência e evitar tocar nos olhos contaminados.

Nesses dias, a criança não deve ir à escola.

 

Dr. Evandro Roberto Baldacci

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